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segunda-feira, 2 de julho de 2012

NOVA LINGUAGEM ANTIGA

"...Tesouro é uma palavra maravilhosa na língua inglesa, assim como o é na língua grega (thesaurus e thesaurizo ). Deus é infinitamente valioso como o maior tesouro do universo. Se você acha o reino de Deus, Jesus disse, isso é como achar um tesouro escondido num campo (Mt 13:44). Nossa Vocação na vida é manifestar a grandeza do valor desse tesouro. A maneira como fazemos isso é entesourar o Tesouro acima de todas as coisas. Jesus disse: " E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo" (Mt 13:44). Essa alegria - quando perdemos o que o mundo precisa ter- é a maneira de vida incompreensível que faz o mundo perguntar: " Onde está a esperança de vocês ?"(ver 1Pe 3:15).
     Em outras palavras, no âmago de magnificar o valor de Deus está o sentir o valor de Deus. Entesourando o Tesouro. Gozar a Gloria. Admirar a Grandeza. Saborear o banquete. tudo isso é o precursor necessário do comportamento que Glorifica a Deus". Se tentarmos fazer obras  "para a Glória de Deus" sem entesourarmos a Glória de Deus, isso é uma fraude. A palavra hipocrisia foi criada precisamente para satisfazer o esforço e disser com obras o que não sentimos no coração."
 Extraído do livro O Pastor como Mestre  e O mestre como Pastor, John Piper 

terça-feira, 8 de maio de 2012

A Estrela Pistol e o Poder de Deus


A Estrela Pistol e o Poder de Deus

Meditação sobre a ciência, o conhecimento e o esplendor divino
Agradeço a Deus pelas maravilhosas descobertas da ciência que ultrapassam o meu entendimento finito. Elas são como um cego que continua a trazer jóias maravilhosas à mesa. Não é verdade que todos os cientistas são cegos ou que algum deles o seja. Se eles fossem cegos, eu provavelmente já teria morrido de poliomielite ou de varíola. Eu não teria energia elétrica, refrigeração, processadores de texto, motor à combustão em meu carro, notícias instantâneas no rádio ou vôos para Winnipeg (sem mencionar os vôos para Marte). Os cientistas não são tolos, nem cegos — definitivamente.
No entanto, que palavra usarei para descrever o olho ou o coração que pôde descobrir a estrela Pistol e não adorou a Deus, nem sequer O mencionou? Deixe-me tomar fôlego. Há duas coisas admiráveis no jornal desta manhã (8 de outubro de 1997). Uma é a descoberta da maior estrela já conhecida. A outra é a ausência de Deus. Ambas as maravilhas me deixam estupefato.
A notícia começa assim:
Imagine uma estrela tão grande que encheria o sistema solar no espaço da órbita da terra, que está a 150 milhões de quilômetros do Sol. Ela é uma estrela tão turbulenta que suas erupções esparramariam uma nuvem de gases que se estenderia por 4 anos-luz — a distância entre o Sol e a estrela mais próxima (cerca de 40 trilhões de quilômetros). Uma estrela tão poderosa que resplandece com a energia de 10 milhões de sóis, tornando-a a mais brilhante estrela já observada em nossa galáxia, a Via Láctea. Uma estrela tão brilhante e grande como essa seria inimaginável, de acordo com algumas teorias de formação de estrelas. Mas, lá está ela, bem no centro da Via Láctea (Star Tribune, Minneapolis, MN, 8 de outubro de 1997, A4).
Jesus amava os Salmos e acreditava que estes eram a Palavra de Deus. Por isso, não duvido que Ele olhava para o céu, à noite, e adorava: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste” (Salmos 8.3).
Mas não há qualquer menção de Deus nos relatos dos cientistas. Não há adoração. Com as “teorias de formação de estrelas” sendo explodidas pela estrela Pistol, há uma que permanecerá inabalável. De fato, não é uma teoria, e sim uma verdade revelada: “Obra dos teus dedos”. As estrelas são “obra” dos dedos de Deus. Jesus acreditava nisso. Isso é verdade.
Portanto, quando leio que os cientistas descobriram uma nova estrela que é dez milhões de vezes mais poderosa que o Sol, que aquece a minha face estando a 150 milhões de quilômetros, e mantém a terra em órbita, e queima (em suas camadas mais frias) a 6.000ºC, vejo os dedos de Deus de um modo diferente. Sou compelido a tremer e prostrar-me em silêncio diante da grandeza de Deus. Quando retorno à serenidade, a ausência de Deus neste relato me deixa pasmado. Existe alguma outra palavra, se não o vocábulo “cegueira”, para descrever isso? Jesus diria: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmos 19.1). Não ver a glória de Deus na estrela Pistol significa estar cego. Abra seus olhos. Peça a Deus que lhe dê olhos capazes de ver. Jesus falou sobre aqueles que, “vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem” (Mateus 13.13). Oh! que você não esteja entre estes! O universo existe para ajudá-lo a conhecer a Deus, o Criador. E a principal mensagem é que Ele é muito grande, e nós, muito pequenos. Precisamos sentir esta grandeza. Precisamos ser capazes de dizer: “Portanto, grandíssimo és, ó SENHOR Deus, porque não há semelhante a ti” (2 Samuel 7.22). “Grandes coisas tens feito, ó Deus; quem é semelhante a ti?” (Salmos 71.19) “Que deus é tão grande como o nosso Deus?” (Salmos 77.13) Pois tu és grande e operas maravilhas; só tu és Deus! (Salmos 86.10) “Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso!” (Apocalipse 15.3) “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado” (Salmos 48.1). “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR, Deus meu, como tu és magnificente: sobrevestido de glória e majestade” (Salmos 104.1).
Fiquemos duplamente admirados, quando os telescópios nos trazem informações sobre as grandezas de Deus — admirados ante o poder de Deus e a ausência da adoração.

sábado, 5 de maio de 2012

PROVAI E VEDE DEVOCIONAIS POR JONH PIPER "O Corpo, o Café da Manhã e o Leito Conjugal"


Meditação sobre a adoração diária


Adoração é um termo que usamos para nos referirmos a todos os atos do coração, da mente e do corpo que expressam intencionalmente a infinita dignidade de Deus. Fomos criados para isso, como Deus o afirma: “A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para minha glória,e que formei, e fiz” (Isaías 43.7). Isso significa que todos fomos criados para expressar a infinita dignidade da glória de Deus. Fomos criados para adorar.
Mas, quando você pensa em adoração, não pense apenas nos cultos nas igrejas. Essa é uma grave limitação que não se encontra na Bíblia. Toda a vida deve ser adoração, como Paulo o disse: “Apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12.1). Toda a nossa vida se realiza por meio do corpo. Este deve ser apresentado a Deus como nosso “culto racional”. Isso inclui todas as ações. Pense em alguns exemplos.
Considere, por exemplo, tomar o café da manhã ou comer uma pizza ou um lanche no meio da manhã. 1 Coríntios 10.31 diz: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus”. Ora, comer e beber são atitudes bem elementares. O que poderia ser mais humano do que essas atitudes? Comemos e bebemos todos os dias. Nós o fazemos em casa, no trabalho, no carro e onde quer que haja uma fonte de água. Paulo disse que essas atitudes estão relacionadas a Deus. Devemos comer e beber de um modo que expressa a infinita dignidade de Deus. Podemos fazer isso por preferir a Deus à comida, quando jejuamos. Podemos fazê-lo por comer menos e compartilhar mais. Também podemos fazê-lo por preferir a Deus sem rejeitar o alimento, quando nos banqueteamos, se o fazemos com “ações de graças”, como pessoas que crêem e “conhecem plenamente a verdade” (1 Timóteo 4.3).
Ou considere, por exemplo, o sexo. Paulo disse que o alternativo da fornicação é adoração. “Fugi da impureza [fornicação]. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6.18-20).
Não pratique a fornicação com o seu corpo. Adore com o seu corpo. Ele diz que o corpo é um templo, ou seja, um lugar de adoração. O corpo é um lugar para nos encontrarmos com Deus, e não com prostitutas. Isso não significa que o sexo é pecaminoso. Significa que o sexo é precioso. O sexo é muito precioso e não deve ser barateado. Deus tenciona que o coloquemos em um lugar bastante seguro e sagrado — o casamento. Neste lugar, o sexo se torna a expressão do amor entre Cristo e a igreja. Revela a glória da intensidade do amor de Deus por seu povo. Torna-se adoração. “Glorificai a Deus no vosso corpo.”
E não fazer sexo fora do casamento demonstra a preciosidade daquilo que ele representa. Portanto, a castidade é adoração. A continência magnifica a Cristo acima do sexo. E praticar a sexualidade amorosa no casamento exalta a Cristo como o grande amado de sua noiva, a igreja (Efésios 5.25-30).
Ou considere a morte, como nosso último exemplo. Faremos isso em nosso corpo. De fato, será o último ato de nosso corpo nesta vida. Nosso corpo se despede. Como adoraremos nesse último ato de nosso corpo? Sabemos que o podemos, visto que Jesus disse a Pedro como ele morreria, e João explicou: “Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus” (João 21.19). O último ato do corpo é dizer adeus à alma. E devemos ter um intenso desejo de que nosso corpo se despeça da alma de um modo que expresse a infinita dignidade de Cristo. O último ato deve ser adoração.
Como? A resposta é dada com clareza em Filipenses 1.20-21. Paulo disse que sua esperança era a de que Cristo fosse exaltado em seu corpo, por meio da morte. E acrescentou: “Para mim… o morrer é lucro”. Expressamos a infinita dignidade de Cristo por considerarmos a morte como lucro. Por que lucro? O versículo 23 afirma que a morte significa “partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor”.
Você tem um corpo. Mas esse corpo não é seu. “Fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6.20). Você está sempre emm templo. Adore sempre.

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